Aumenta números de demissões em Imperatriz

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Reflexos da crise e do fim de vários empreendimentos elevam o número de demissões em Imperatriz e dificulta o encontro de alternativas aos trabalhadores.

Imperatriz reflete muito do que vem acontecendo em todo o Brasil e como as crises do capitalismo a nível global afeta a classe trabalhadora diretamente. Qualquer governo que assuma sua postura de classe – em grande parte do planeta a classe dominante (econômica e política) – que é a dos ricos fará de tudo para manter os lucros e exploração contra a classe trabalhadora.

Tenho observado aqui em Imperatriz o reflexo da tentativa do governo brasileiro para tocar essa política de manutenção de lucros e privilégios aos ricos em detrimento à garantia de serviços públicos aos milhões de trabalhadores que são chamados a pagar pela crise – ou redução dos lucros dos patrões – através de retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, rebaixamento de salários, aumento de produtividade até chegar ao desemprego.

O momento econômico que o Brasil e em especial Imperatriz vem passando demonstra como os patrões em momento de crescimento econômicos exploram os trabalhadores, mas também em momentos de crise – baixa do consumo e produção – lucram ainda mais com as mudanças de leis e através das demissões.

Em Imperatriz temos três grandes setores que geravam empregos: construção civil, comércio e serviços. Desses não há um que seus trabalhadores não estejam sofrendo o fantasma – bem real – do desemprego. Se formos às grandes lojas de departamento de Imperatriz é possível notar a redução drástica do número de trabalhadores, saída ideal para os patrões. O boom imobiliário que passava a cidade também já não é o mesmo, muito dos trabalhadores ou estão em obras como a construção da hidroelétrica de Belo Monte no Pará, ou estão desempregados com a redução dos postos de trabalho no setor. No ramo dos serviços, a redução de clientes é patente, devido à redução dos postos de trabalho que fazem com que o gasto fique apenas no essencial, ou seja, alimentação e saúde.

A rotatividade de emprego nesses setores já era alta, agora, estagnou no desemprego que cresce a cada dia. Para constatar esse numero crescente de desemprego não é preciso esperar uma pesquisa realizada por um órgão do governo – que deve sair em momento mais oportuno pra não fazer cair ainda mais os índices de confiança nos governantes -, basta visitar os sindicatos que fazem as homologações de rescisões e nas clinicas responsáveis pela emissão dos exames demissionais.

Conversando com um colega que foi realizar um desses exames demissionais ouviu da médica: “estou preocupada com o nível de exames demissionais que assino, parece que não vai demorar muito para que eu tenha que fechar as portas, pois terei demitido todos os trabalhadores de Imperatriz, já que quase não tem exames admissionais a serem analisados.”

Vou deixar aqui uma pergunta para os que acompanham nosso blog: lembram dos discursos dos políticos dos ricos quando há um crescimento econômico na cidade, será que eles são verdadeiramente responsáveis só pelo que é acontece de “bom”. Por que quando as coisas apertam só os trabalhadores é que pagam pelas más políticas desenvolvidas por eles? Reflitam…

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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