Caminho das Índias, ataques ideológicos

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As novelas apesar de tentarem mostrar vários pontos de vista sobre as culturas e as sociedades acabem tomando um postura mais delimitada no posicionamento ideológico, a Novela Caminho das Índias não é diferente.

A novela das oito Caminho das Índias, da rede Globo, escrita pela autora Glória Perez, que pretende mostrar a cultura e as tradições da Índia um país do continente asiático. Ela já é experiente em trazer temas polêmicos para a telinha global (“O Clone” em 2001 e América em 2007). Nessa nova trama a autora foca em polêmicas que tratam de casamentos arranjados e divisão de Castas (divisão social definido pelos deuses no hinduísmo) são os mais latentes.

Apesar de estarmos do outro lado do mundo, vemos na forma de divisão social da Índia (Castas) muito parecidas com a realidade social do Brasil. O protagonista Bahuan (Marcio Garcia) que nasceu na casta mais inferior, Dalit, apesar de possuir grande riqueza, que será herdado de seu pai adotivo Shankar (Lima Duarte) um Brâmane. Bahuan nunca poderá ascender de casta – no sistema indiano isso não é possível, ele será sempre excluído ao ser reconhecido com um Dalit (“impuro” ou intocável).

Mensagens ideológicas como a descrita por Bahuam: “Nos EUA se eu tenho Muito dinheiro, sou tratado da mesma forma que eles” ou a demonstração de ambição para alcançar riqueza é colocado de forma direta ou subliminar.

Pena que a grande ação hipnótico-alienante que essas mensagens deixam nas mentes dos trabalhadores forma o caráter individualista e capitalista, o lado positivo – se é que podemos dizer assim – é a possibilidade de por em discussão os preconceitos sociais e as formas de organizações sociais, entre elas a divisão em classes, das mais variadas formas, do modo de produção capitalista.

Segue abaixo um pouco mais sobre o assunto:

castas caminho das índias Caminho das Índias, ataques ideológicos castasCasta: uma questão de nascimento.A casta é uma condição de nascimento, não há mudança, não há mobilidade social. Se você nasce Brâmane, morrerá Brâmane. Se nasce Sudra, será sempre Sudra. Se você é um Intocável (ou Harijan – Filhos de Deus, como os chamou Gandhi), será sempre a poeira sob os pés de Brahma, mesmo que acumule riquezas, mesmo que estude nas melhores universidades. Mesmo que se apaixone e se case com alguém de outra casta.Os membros das castas mais altas, Brâmanes (sacerdotes, professores, intelectuais), Kshatriyas (guerreiros) e Vaishyas (comerciantes), são chamados de (nascidos duas vezes).

Fonte: wikipegia.org

Castas, em sociologia, são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc.Varna, a designação sânscrita original para “casta”, significa “cor”.O sistema de castas (Varna) indiano é dividido de acordo com a estrutura do corpo de Brahma. As quatro principais castas são:

A boca (Brahmin) representa os sacerdotes, filósofos e professores; Os braços (Kshatriya) são os militares e os governantes; As pernas (Vaishya) são os comerciantes e os agricultores; Os pés (Shudra) são os artesãos, os operários e os camponeses.

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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