Eleições 2016, que comecem os jogos

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eleições 2016 eleições 2016 Eleições 2016, que comecem os jogos elei    es 2016Imperatriz entra na reta final para a definição dos nomes para as disputas das eleições 2016 rumo a prefeitura e câmara municipal.

Muito se falou nos últimos meses entre os partidos sobre alianças e nomes para a disputa eleitoral, o quadro que deve se consolidar após tudo isso será o mais do mesmo. Uma composição de alianças do campo da burguesia se consolidando com maiores chances eleitorais devido ao peso econômico que será usado para custear toda a estrutura de propaganda e marketing para se apresentar como a “melhor” alternativa, a que vai resolver todos os problemas históricos da cidade e a mais recente crise econômica que assola todo o país, sem esquecer as que percorrem todas as gestões que já passaram educação, saúde e infraestrutura.

Sebastião Madeira e o seu não sucessor

Já havíamos avaliado em posts anteriores que o projeto nesses oito anos de gestão de Madeira/PSDB não caminhava para a construção de um sucessor do partido. Isso se mostrou com mais efetividade nesses últimos dois anos como um projeto defendido – mesmo que não declarado – por Madeira. As tentativas com os nomes apresentados para ascender a candidato foi mais para esconder seu real interesse e mostrar aos demais filiados do partido que não seria uma boa ideia. Basta ver o jogo duro entre os nomes para ser ungido pelo representante maior.

Madeira é reconhecido, até entre seus pares, como uma pessoa vingativa, e o fato de não aceitar uma aliança dentro do seu campo de classe – PCdoB e PDT – devido os nomes apresentados como pré-candidatos pelo fato de considerar os nomes como desafetos Madeira preferiu levar a sigla para uma aliança com um partido e candidato inexpressivo, assim dará um apoio meia-boca que não lhe trará grandes prejuízos, mas com certeza ao não aceitar uma aliança com maiores proximidades para se manter junto à máquina pública pode no futuro lhe trazer críticas por essa escolha.

O governo do Estado e seu projeto de construção de oligarquias

O grupo que sucedeu o projeto dos Sarneys no Maranhão vem tendo sucesso na construção de alianças com os ex-sarneystas nos municípios da região, em alguns municípios com a dinâmica natural do jogo político tiveram a saída de cena de muitas figuras, e a entrada de outros que colocaram em destaque partidos pouco expressivos e com uma certa mudança do perfil programático, no campo ideológico não, porque pouco se diferenciam entre si.

Com o uso da máquina do Estado, o PCdoB é o principal partido nas disputas eleitorais, ou o aliado de primeira grandeza para os que querem a vitória a qualquer custo, para isso, a submissão aos objetivos de poder não será uma barreira, pelo contrário, esses partidos querem é dividir o bolo fermentado.

A ala conservadora empresarial

A ala política empresarial apesar de terem dois nomes com bastante capital econômico, um já com grande período na gestão do município, outro que busca a máquina para seguir os passos do exemplo empresário-prefeito/prefeito-empresário que dá uma turbinada em seu patrimônio. Essa disputa entre a categoria empresarial não terá grandes embates, a perspectiva de disputa mais acirrada será entre o já conhecido, com capital econômico, e a que terá ao lado o partido e a máquina do Estado trabalhando para um projeto conjunto de poder.

Por fora desse quadro da burguesia há a classe trabalhadora, mas isso é um tema para outro post, vamos manter os antagonismos, mesmo num processo burguês como a das eleições.

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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