Revolucionários

Esses e muitos outros revolucionários contribuíram com uma formulação teórica e suas experiências práticas no que Marx chama de Motor da história. Cada um contribuiu para que a classe trabalhadora tenha em suas mãos a saída do julgo do capitalismo através da união de todos que produzem.

Karl-marx revolucionarios Revolucionários Karl marxKarl Heinrich Marx (05/05/1818 – 14/03/1883)

Esta é uma cronologia dos principais fatos ligados a vida de Karl Marx.

1818: Marx nasceu numa família judia de classe média. Sua mãe, Henriette Pressburg, era judia holandesa e seu pai, Hirschel Marx, um advogado e conselheiro de Justiça que teve de se converter ao cristianismo (quando Marx ainda tinha 6 anos) em função das restrições impostas à presença de membros de etnia judaica no serviço público.

1830: Marx iniciou seus estudos no Liceu Friedrich Wilhelm, em Tréveris. Nesse ano eclodiram revoluções em diversos países europeus. No ano seguinte (1831) faleceu Georg Wilhelm Friedrich Hegel, filósofo alemão cuja obra exerceu grande influência sobre Marx.

1835: Com dezessete anos, Marx escreveu Reflexões de um jovem perante a escolha de sua profissão. Após, ingressou na Universidade de Bonn para estudar Direito; mas, já no ano seguinte (1836), transferiu-se para a Universidade de Berlim, onde a influência de Hegel ainda era bastante sentida.

1838: em Berlim Marx ingressou no Clube dos Doutores, que era liderado por Bruno Bauer. Perdeu interesse pelo Direito e se voltou para a Filosofia, tendo participado ativamente do movimento dos Jovens Hegelianos. Seu pai falece neste mesmo ano.

1841: obtém o título de doutor em Filosofia com uma tese sobre as “Diferenças da filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro”.[1] Nesse mesmo ano, concebeu a idéia de um sistema que combinasse o materialismo de Ludwig Feuerbach com a dialética idealista de Hegel.

1842: impedido de seguir uma carreira acadêmica, tornou-se redator-chefe da Gazeta Renana. Conheceu Friedrich Engels durante visita deste à redação do jornal.

1843: a Gazeta Renana é fechada pelos censores do governo prussiano, e Marx recusa convite do governo para ser redator no diário oficial, optando por mudar-se para Paris. Lá assume a direção dos Anais Franco-Alemães e é apresentado a diversas sociedades secretas de socialistas e comunistas. Conclui a redação de Crítica da filosofia do Direito de Hegel e A questão judaica. Casa-se com Jenny von Westphalen.

1844: conheceu a Liga dos Justos (que mais tarde tornar-se-ia Liga dos Comunistas). Iniciou estreita amizade com Friedrich Engels. Escreveu os Manuscritos econômico-filosóficos e artigo sobre uma greve na Silésia.

Devido ao referido artigo sobre a situação na Silésia, Marx é expulso da França em 1845 a pedido do governo prussiano. Mudou-se, então, para Bruxelas, onde escreveu o primeiro trabalho em parceria com Engels: A sagrada família. Neste mesmo ano, a dupla começou a redigir A ideologia alemã e Marx elaborou As Teses sobre Feuerbach.

1846: Marx e Engels organizaram o Comitê de Correspondência da Liga dos Justos, interligando correspondentes comunistas de diversos países. E desistem de publicar A ideologia alemã devido à falta de editor.

1847: a Liga dos Justos foi renomeada para Liga dos Comunistas. Realizou-se seu primeiro congresso, em Londres, ocasião em que os delegados encomendaram a redação de um manifesto dos comunistas. Marx publicou a edição francesa de Miséria da filosofia.

1848: Marx é expulso de Bruxelas pelo governo belga. Junto a Engels, muda-se para Colônia, onde fundam o jornal Nova Gazeta Renana. Em Londres, foi publicada a primeira edição do Manifesto comunista.

1849: após ataques às autoridades locais publicados na Nova Gazeta Renana, Marx é expulso de Colônia. Ele e sua família enfrentam grave crise financeira; após muitas peripécias, conseguem chegar a Paris. Mas o governo francês proíbem-nos de fixar residência em seu território. Graças, então, a uma campanha de arrecadação de donativos promovida por Ferdinand Lassalle na Alemanha, Marx e família conseguem migrar para Londres. Neste mesmo ano Marx redige Trabalho assalariado e capital.

1851: Marx dedicou-se intensamente aos estudos de Economia na biblioteca do Museu Britânico. Recebeu e aceitou proposta de trabalho como redator para o jornal New Yorky Daily Tribune. E foi publicado em Colônia, por meio do editor Hermann Becker, o tomo Ensaios escolhidos de Marx. No ano seguinte, 1852, finalizou o conjunto de artigos reunidos sob o título de O 18 brumário de Luís Bonaparte.

18531856: Marx se dedicou a escrever artigos para jornais de língua inglesa, palestrar sobre a situação econômica da Europa e estudar os povos espanhóis e eslavos. Por cerca de dois anos suspendeu os estudos no Museu Britânico devido a problemas de saúde.

1857: retomou os estudos econômicos com afinco; permanece no Museu Britânico das nove da manhã às sete da noite, e trabalha em casa todas as madrugadas. Inicia-se um período de grande dedicação intelectual. Neste ano, começou a redação do que veio a ser conhecido por Grundrisse ou Esboços de uma crítica da economia política.

1859: Marx publicou, em Berlim, a obra Para a crítica da economia política. Essa obra não havia sido publicada antes por falta de dinheiro para postagem do manuscrito original. Consta que Marx comentou: “Seguramente é a primeira vez que alguém escreve sobre o dinheiro com tanta falta dele.”

1863: em virtude dos avanços em seus estudos econômicos, Marx iniciou a redação definitiva de O Capital, ao mesmo tempo em que participava de ações em prol da independência da Polônia. Sua mãe falece neste mesmo ano.

1864: propôs, durante encontro internacional no Saint Martin’s Hall, em Londres, a criação de uma Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). Também redigiu o manifesto da Associação e uma proposta de estatuto.

1865: a primeira redação do livro primeiro d’O Capital é concluída. Neste mesmo ano, Marx redigiu Salário, preço e lucro e uma biografia de Proudhon, militante anarquista francês contra o qual polemizou em diversas ocasiões.

1867: o primeiro volume d’O Capital é publicado em Hamburgo, pelo editor Otto Meissner.

1869: Marx retomou os trabalhos de redação do segundo livro d’O Capital, que haviam sido suspensos devido a seus problemas de saúde. A situação de miséria financeira agravou-se. E, neste mesmo ano, foi fundado o Partido Operário Socialdemocrata alemão, claramente inspirado pelas idéias de Marx.

1871: por ocasião da Comuna de Paris, Marx propôs orientações aos membros da AIT em França e redigiu o folheto A guerra civil na França.

1873: Marx enviou exemplares do primeiro livro d’O Capital a Charles Darwin e Herbert Spencer. E recebeu ordens médicas (que não obedeceu) de evitar qualquer tipo de trabalho devido ao agravamento de suas condições de saúde. Durante os anos seguintes, Marx trabalhou na redação d’O Capital, estudou Matemática, Geologia e Física; e pesquisou muito sobre a situação da Rússia.

1875: publicou Crítica do Programa de Gotha.

1883: estando deprimido e muito doente, Marx faleceu em 14 de março de 1883, e seu corpo foi enterrado no Cemitério de Highgate, em Londres.

Principais obras:

– Diferença da filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro

– Tese de doutoramento na Universidade de Iena

– Crítica da filosofia do Direito de Hegel

– A questão judaica

– Contribuição para a crítica da filosofia do Direito em Hegel: introdução

– Manuscritos econômico-filosóficos

– Teses sobre Feuerbach

– A Sagrada Família

– A ideologia alemã

– Miséria da filosofia

– Manifesto comunista

– Trabalho assalariado e capital

– As lutas de classe na França de 1848 a 1850

– Mensagem da Direção Central da Liga Comunista

– O 18 brumário de Luís Bonaparte

– O Capital: crítica da economia política (Livro I: O processo de produção do capital)

friederich_engels revolucionarios Revolucionários friederich engelsFriedrich Engels (28/11/1820 – 05/08/1895)

Principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da teoria comunista, a partir do materialismo histórico e dialético. Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895. Era mais velho de nove filhos de um rico industrial de Barmen (Alemanha),

Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Fruto dessa indignação, Engels desenvolve um detalhado estudo sobre a situação da classe operária na Inglaterra.

Quando estudante, adere a idéias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845.

Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles é o Manifesto Comunista (1848). Escreveu sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do Marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, Do socialismo utópico ao científico e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.

Principais obras:

– A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra – (1845);

– Feuerbach. Oposição das Concepções Materialista e Idealista Capitulo Primeiro de A Ideologia Alemã – (1845-1846) (em parceria com Marx);

– Princípios Básicos do Comunismo – (Novembro de 1847);

– O Manifesto Comunista – (1848); (em parceria com Marx);

– O Manifesto Comunista;

– O Capital;

– O 18 de Brumário de Luís Bonaparte;

– A Ideologia Alemã;

– Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844;

Líder da Revolução Russa 1917

VladimirLenin1 revolucionarios Revolucionários VladimirLenin1Vladimir Ilitch Lenin (22/04/1870 – 21/01/1924)

Biografia

Seu pai, Ilia Uliánov, foi inspetor das escolas da província de Simbirsk. Homem extremamente religioso, apoiava as reformas de Alexandre II e aconselhava os jovens a não caírem no radicalismo.

Durante a vida de Lenin, sua origem nobre foi largamente ignorada; foi apenas quando Stalin desejou realizar uma mitologização de Lenin como um ente semidivino e fonte da legitimidade do seu próprio poder, que os problemas começaram. Segundo Orlando Figes e outros, esta origem nobre foi uma fonte de embaraço para os biógrafos stalinistas, que escolheram ressaltar, entre os antepassados de Lenin, seu avô paterno, Nikolai Uliánov, filho de um servo, que trabalhou como alfaiate em Astrakhan, no Volga. Apenas Nikolai era em parte calmuco (e sua mulher Anna, completamente — Lenin tinha feições claramente típicas dos mongóis) e isso era inconveniente para o nacionalismo grão-russo do regime stalinista. Sob este ponto de vista, os antepassados de Lenin do lado materno eram-lhe motivos de ainda mais constrangimento. Maria Alexandrovna, sua mãe, era a filha de Alexander Blank, um judeu converso, que se fez médico e dono de terras em Kazan. Ele era filho de Moiche Blank, um comerciante judeu de Volínia, que casou com uma sueca chamada Anna Ostedt. Os antepassados judeus de Lenin foram sempre ocultados pelo regime stalinista; quando foi sugerido a Stalin, por Anna Uliánov em 1945, que tais fatos pudessem ser usados para combater o anti-semitismo, Stalin ordenou que “nenhuma palavra” fosse repetida sobre isso.

Principais obras:

– Que fazer?, 1902;

– Imperialismo, fase superior do capitalismo, 1916;

– O estado e a revolução, 1917;

rosa_luxemburgo revolucionarios Revolucionários rosa luxemburgoRosa Luxemburgo (05/03/1871- 15/01/1919)

Rosa Luxemburgo, em polaco Róża Luksemburg (Zamość, 5 de março de 1871 — Berlim, 15 de janeiro de 1919), foi uma filósofa e economista marxista judeu-polaca naturalizada alemã. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia do Reino da Polônia e Lituânia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Em 1914, após o SPD apoiar a participação alemã na Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo fundou, ao lado de Karl Liebknecht, a Liga Espartaquista. Em 1° de janeiro de 1919, a Liga transformou-se no KPD. Em novembro de 1918, durante a Revolução Espartaquista, ela fundou o jornal Die Rote Fahne (A Bandeira Vermelha), para dar suporte aos ideais da Liga.

Luxemburgo considerou o levante espartaquista de janeiro de 1919 em Berlim como um grande erro. Entretanto, ela apoiaria a insurreição que Liebknecht iniciou sem seu conhecimento. Quando a revolta foi esmagada pelas Freikorps, milícias de direita composta por veteranos da Primeira Guerra que defendiam a República de Weimar, Luxemburgo, Liebknecht e centenas de seus adeptos foram presos, espancados e assassinados sem direito a julgamento. Desde suas mortes, Luxemburgo e Liebknecht atingiram o status de mártires tanto para marxistas quanto para social-democratas.

Principais obras

– Reforma ou Revolução
– Acumulação do Capital
– Greve de Massas, Partidos e Sindicatos
– Introdução à Economia Política
– Questões de Organização da Social-Democracia Russa
– A Revolução Russa
– O Que Quer a Liga Spartacus?

Leon_trotsky revolucionarios Revolucionários Leon trotskyLeon Trotsky (07/11/1879 – 21/08/1940)

Seu nome em ucraniano é Лев Давидович Троцький, que pode ser transliterado como Lev Davidóvitch Trótskii. Todavia, seu verdadeiro sobrenome era Bronstein (Бронштейн). Pelo calendário juliano, utilizado nos países de tradição ortodoxa, nasceu em 26 de outubro de 1879.

Nos primeiros tempos da União Soviética desempenhou um importante papel político, primeiro como Comissário do Povo (Ministro) para os Negócios Estrangeiros; posteriormente como criador e comandante do Exército Vermelho, e fundador e membro do Politburo do Partido Comunista da União Soviética.

Afastado por Stalin (ou Estaline) do controle do partido, Trótski foi expulso deste e exilado da União Soviética, refugiando-se no México, onde veio a ser assassinado por Ramón Mercader, um agente de Stalin. As suas ideias políticas, expostas numa obra escrita de grande extensão, deram origem ao trotskismo, corrente ainda hoje importante no marxismo.

Principais obras

– Questões do Modo de Vida, 1923
– As Lições de Outubro, 1928
– O Marxismo e a Relação entre Revolução Proletária e Revolução Camponesa, 1928
– A Revolução Permanente, 1929
– O “Terceiro Período” dos Erros da Internacional Comunista, 1930
– O Que É o Centrismo, 1930
– História da Revolução Russa, 1930
– O Que é um “Jornal de Massas”?, 1935
– Como Ganhar a Juventude Socialista, 1936
– Revolução Traída, 1936
– Moral e Revolução, 1936
– 90 Anos do Manifesto Comunista, 1937
– O Programa de Transição, 1938
– Testamento, 1940
– Manifesto da IV Internacional Sobre a Guerra Imperialista e a Revolução Proletária Mundial, 1940
– Sobre o Partido “Operário”, 1940
– O Homem Não Vive Só de Política, 1940

Che revolucionarios Revolucionários CheErnesto Guevara de la Serna – Che Guevara (14/06/1928 – 09/10/1967)

Ernesto “Che” Guevara (Rosário, 14 de junho de 1928[1] — La Higuera, 9 de outubro de 1967) foi um político, jornalista, escritor e médico argentino-cubano[2].Guevara foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953-1959) que levou a um novo regime político em Cuba.Guevara participou desde então até 1965 na organização do Estado cubano desempenhando vários altos cargos da sua administração e de seu governo, principalmente na área econômica, como presidente do Banco Nacional e Ministro da Indústria, e também na área diplomática, encarregado de várias missões internacionais.

Convencidos da necessidade de estender a luta armada no Terceiro Mundo, Che Guevara impulsionou a instalação de grupos guerrilheiros em vários países da América Latina. Entre 1965 e 1967, lutou no Congo e na Bolívia. Neste último país foi capturado e executado de maneira clandestina e sumária pelo exército boliviano em colaboração com a CIA em 9 de outubro de 1967.

A figura desperta grandes paixões na opinião pública a favor e contra, convertendo-se em um símbolo de importância mundial, para muitos dos seus partidários, representa a luta contra a injustiça social ou rebeldia e espírito incorruptível, enquanto ele é visto por muitos dos seus detratores como um criminoso responsável pelo assassinato em massa, acusando-o de má gestão como ministro da Indústria.

Seu retrato fotográfico, obra de Alberto Korda, é uma das imagens mais reproduzidas do mundo, tanto no seu original como em suas variantes que reproduzem os contornos de seu rosto, para uso simbólico, artístico ou publicitário, sendo um dos ícones do movimento contracultural.

Principais obras

– Diário, 1975
– Cuba – Guerra Revolucionária, 1975
– Viagem Pela América, 1996
– Outra Vez, 2003