A crise se instalou, e agora?

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O que fazia com que os trabalhadores tivessem uma falsa sensação de estabilidade econômica bancada com muita política de crédito fácil – aos trabalhadores e principalmente às empresas – com o único objetivo de dizer que o governo do PT e sua política neoliberal e reformista era um sucesso acabou.

O “bolha” criada com o crédito, a exemplo da bolha imobiliária norte-americana(2008), chegou ao seu limite, e hoje o governo põe todo o peso da crise nas costas dos trabalhadores, seja com congelamento de salários, inflação, retirada de direitos (MP 664 e 665), desemprego etc. Enquanto isso tenta a todo custo manter sua governabilidade à todo custo contra os “ensaios” de independência dos parlamentares de direita que o PT mantinha, enquanto mantinho os trabalhadores sob a falsa ilusão de um aumento da classe média, o que na prática eram consumidores dependentes de financiamentos.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, principalmente os da construção civil a coisa é mais grave, com o “fechar das torneiras” imposto pela situação econômica muitas obras bancadas pelo governo federal e outras financiadas por bancos públicos vem paralisando e demitindo. Isso tudo reflete nos outros ramos como indústria, prestação de serviços e no comércio.

Junho chegou, as medidas estão postas – e pode apostar que vem mais – e o que resta aos trabalhadores que estão sendo cobrados por uma crise que não é deles? Bom, essa resposta está sendo dada por diversas categorias – funcionalismo público – principalmente nos federais: educação, judiciário, correios…, e não deve ficar apenas nesses, em muitos estados a educação e a saúde também se mobilizam contra seus governos e não é diferente em municípios que apesar de não terem, ainda, sofrido a redução de verbas para pagamento de folhas na saúde e educação a crise deve logo logo atingi-los.

Tudo isso coloca aos trabalhadores uma tarefa, que a nosso ver parte de um envolvimento maior nas decisões políticas e econômicas da nação, isso só é possível com organização e muito debate. Individualmente todos têm uma noção quais os discursos são falsos ou instituições que fazem o jogo duplo (dizem uma coisa e fazem outra) como sindicatos de classe e organizações político partidárias. Portanto, será tomando a tarefa nas suas próprias mãos e construindo – ou fortalecendo – uma organização que realmente represente os interesses da classe trabalhadora.
Na atual configuração da luta política as instituições (judiciário, executivo e legislativo) não são aliadas dos trabalhadores e precisa ser questionados. Não é por acaso que leis, decisões e ações são em sua maioria contra a classe que verdadeiramente tem o poder em suas mãos, a classe trabalhadora, detentora do poder transformador do trabalho. Junho ainda não começou direito, e já inicia como outros “junhos” passados já demonstraram a disposição de luta, com unidade e nas ruas. Tomemos então o poder em nossas mãos, só a luta muda a vida.

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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