Imagem gerada por IA Gemini

Quais as razões por traz da insatisfação com as mudanças da forma de arrecadar tributos no Brasil?

Muito se falou em 2025 sobre a reforma tributária, com alegações infundadas de aumento de impostos, criação de novos tributos — como a suposta taxação do PIX — e elevação de alíquotas de ICMS, ISS, Cofins, PIS/Pasep e CSLL.

Na realidade, a insatisfação vem principalmente de profissionais de contabilidade, que precisarão adaptar rotinas e conhecimentos técnicos para atender à “contabilidade oficial” exigida pelas empresas. Isso demandará tempo e investimentos em capacitação.

Do lado empresarial, há receio quanto ao maior controle governamental sobre faturamento e pagamentos de impostos. Muitas empresas brasileiras, historicamente, buscam eficiência na sonegação fiscal para maximizar o patrimônio. Mesmo obtendo lucros anuais com a exploração da força de trabalho e a comercialização, o mantra de muitos empresários é que são os únicos espoliados pelo Estado brasileiro. Frequentemente, transmitem a ideia de que, no exterior, não existe tributação sobre o ramo empresarial ou que ela é mínima.

As novas tecnologias de IA’s estarão do lado de quem melhor sabe-las utilizar

O uso da tecnologia e a centralização da arrecadação na Receita Federal do Brasil (RFB), aliadas à modernização do cruzamento de dados, têm elevado a arrecadação. Em 2025, o acumulado de janeiro a novembro atingiu o recorde de R$ 2,6 trilhões, segundo o Ministério da Fazenda. Ferramentas de IA’s reduzem o tempo de processamento de dados, minimiza a sonegação e a corrupção interna.

Principais benefícios da reforma:

  • Junção de impostos: Substituição de tributos pelo IVA dual (CBS e IBS), simplificando obrigações.
  • Centralização e tecnologia: Arrecadação unificada (incluindo impostos municipais e estaduais) via RFB, com IA para acelerar auditorias e fiscalizações.
  • Diminuição de esquemas corruptos: A redução de intermediários diminui as chances de fraudes envolvendo servidores.

Em resumo, a reforma beneficiará quem já paga — especialmente a classe trabalhadora, que sofrem retenções na fonte como contribuição previdenciária e IR — e priorizar uma arrecadação justa e eficiente, buscando dar um “xeque-mate” na sonegação (contumaz ou não) e na corrupção.

Forma de cobrar eficaz, usada no pagamento de salários aos trabalhadores.

A reforma tributária traz benefícios que vão além do aumento da arrecadação, pois este não virá do aumento de alíquotas, mas da eficiência nos pagamentos. É justamente na mudança da forma de recolhimento que a reforma tende a obter sucesso. No modelo atual, as empresas vendem mercadorias ou prestam serviços, emitem nota fiscal e, com base no que foi emitido (faturado) durante o mês, calcula-se o imposto a pagar no mês seguinte. A lógica passará a ser a mesma da folha de pagamento.

A nova forma de recebimento muda completamente o cenário, e é aqui que reside a grande vantagem para o governo e a desvantagem para o sonegador: o imposto será destacado na emissão da nota fiscal e o recolhimento do imposto será ato pagamento da NF. Ou seja: imposto retido e pago na fonte, direto na conta da empresa quando receber o valor de uma nota fiscal. Em 2026, serão feitos os primeiros testes do novo modelo, mas em 2027 ele entra em vigor, sem que haja, por enquanto, formas de driblar o fisco.

Resta saber se, com o aumento da arrecadação e a diminuição da sonegação, o Estado brasileiro reverterá esses recursos em melhorias nas necessidades básicas da população, como saúde, educação, infraestrutura e transporte.



Deixe uma resposta