Ser patrão

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ser-patrao-ser-empregadoJá falamos resumidamente em outro post (2009) sobre a Ideologia dominante: o desejo pequeno-burguês que muitos membros de nossa classe trabalhadora cultivam sem saber o que é ser patrão. O que mais vemos é que ser patrão é o sonho de todo trabalhador, pois ser patrão é passar à um status social onde poucos podem alcançar, ou dito da forma da ideologia dominante, onde poucos têm capacidade.

Os telejornais e programas de entretenimento aos domingos são canais disseminadores dessa ideologia capitalista, que distorce os conceitos e o entendimento do que é ser patrão e ser empregado, explorador e explorado dito de uma forma mais clara.

Não vamos adentrar sobre o víeis da exploração característica do modo de produção capitalista, preferimos aqui demonstrar como as matérias que mostram exemplos de trabalhadores que resolveram abrir seu próprio negócio, e com toda a pompa dizem: “deixei de ser empregado e agora sou patrão”, essa afirmação está totalmente errada em diversas perspectivas.

Geralmente esses personagens que deixaram uma relação de trabalho como empregado (vendedor de sua força de trabalho) em uma empresa ou indústria e passaram a trabalhar por conta própria na verdade conseguiram efetivamente serem remunerados integralmente pelo seu trabalho, situação que não acontece aos trabalhadores assalariados (empregados).

Sua felicidade está em saber que todo o fruto de seu trabalho fica pra si, mas não é verdade que por ser dono de seu próprio negócio em si já é um patrão. Pelo contrário está longe disso. Geralmente esses pequenos negócios são empreendimentos familiares (entre casais, irmãos, pais e filhos etc.) que a relação de exploração não pode ser medida ao nível capitalista tradicional que compra a força de trabalho e troca essa força de trabalho sem nenhuma relação pessoal para fazê-lo.

O canal de disseminação da ideologia dominante, a burguesa, se utiliza da falha do sistema capitalista em manter a grande maioria dos trabalhadores no regime de empregados assalariados para distorcer esse fato a seu favor e dizem que ele agora não é mais empregado, agora é patrão. Não! ele não deixou de ser da classe trabalhadora muito menos é patrão.  Um Exemplo como esse deixa para os demais trabalhadores que nenhum emprego assalariado (seja o mais alto salário) remunera de forma integral o valor (mais-valia) produzido pela força de trabalho ao realizar uma tarefa. Isso é o que os capitalistas e todo teórico subordinado a esse modo de produção trata de esconder, quando isso não é possível mascara dizendo que agora esse trabalhador virou patrão.

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Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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