Legalidade não determina as lutas. Greve Geral!

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legalidade_greve legalidade Legalidade não determina as lutas. Greve Geral! legalidade greveAs lutas da classe trabalhadora nunca poderão ser dirigidas por instituições do Estado burgues como o judiciário, assim com o parlamento, o judiciário cumpre seu papel de protetor do status quo de seus interesses contra qualquer insurgências. Nas lutas, a legalidade não tem valor algum, a não ser para quem quer ganhar. Leia abaixo o texto do professor Rosenverck Estrela:

Desde quando essa crise estourou e que a classe dominante decidiu fazer os trabalhadores pagarem pela crise, que as medidas repressivas e de ataques a todos nós tem se acelerado. Lembrando que Dilma foi retirada do poder justamente porque não tinha mais respaldo social pra fazer isso na velocidade que os empresários queriam. Era necessário um governo puro sangue que não tem outra função a não ser a função Política de empreender essas medidas sem ligar para absolutamente nada, nem a popularidade. Afinal já sabem que ao cumprirem essa função, suas vidas públicas estão acabadas e vão seguir nas suas vidas privadas de multi milionários. Esse é um lado da moeda que evidentemente tem o apoio da Mídia e do judiciário que sempre foram instituições burguesas e nunca estiveram ao lado dos trabalhadores a não ser em casos bem específicos que evidentemente envolvia as contradições dessas próprias instituições. O outro lado da moeda é que o direito de greve a todos nós nunca de fato foi plenamente respeitado, haja visto as inúmeras ilegalidades decretadas pelo judiciário contra greves deflagradas. É claro que os governos tinham mais dificuldade em cortar os salários, pois ainda não havia a batida de martelo definitiva sobre essa situação. O que o STF fez foi continuar preparando o terreno para que a crise seja paga por todos nós.

O que nos resta?

O que sempre nos restou ao longo da história da classe trabalhadora: lutar!

Imagine que o direito de greve nem sempre existiu e que a repressão  inúmeras vezes assumiu a forma de repressão armada, nem por isso os trabalhadores deixaram de fazer greve. A greve é um mecanismo de defesa, reivindicação e lutas dos trabalhadores que ainda não tem outra forma mais eficaz para substituí-la (por isso nossa angústia com essa medida do STF). Por outro lado, na luta de classes, no enfrentamento com os empresários não é a Justiça que determina o que acontece ou não, qual o seu final ou não. Pelo menos do ponto de vista dos trabalhadores. O que determina o sucesso de uma greve é a coesão e a força do movimento, independente do que a justiça quer ou não .Isso sempre foi assim ao longo da formação e luta da classe trabalhadora. Por isso o que nos cabe é continuar lutando e fazendo as greves, agora com muito mais força e coesão, impedindo corte de pontos por meio de nossa pressão. Muitos professores e trabalhadores que votavam pela greve e depois iam fazer férias vão ter que se conscientizar que na conjuntura atual essa prática não é mais possível. Que é necessário mais do que nunca a presença de todos e todas nas lutas, nos atos, nas passeatas, etc. Só está força em massa e organizada é capaz de frear qualquer tentativa de corte de ponto e conseguir nossas vitórias. Sei que o governo do PT prestou um grande desserviço a classe trabalhadora tirando ela das ruas e jogando-a nos gabinetes por meio de suas principais lideranças. Desaprendemos a lutar com o governo petista… isso tem mostrado suas consequências agora. Mas o momento é outro e a realidade é a melhor professora que temos pra nos ensinar que é só a rua, a mobilização e nossa organização que vai nos fazer garantir nossos empregos e nossas condições de vida..

Imaginou se os camponeses parassem de ocupar terras porque o judiciário diz que é ilegal “invadir” propriedades; que os indígenas parassem de bloquear BR porque o judiciário disse que é ilegal proibir as pessoas de ir e vir e por isso é necessário cadeia e chacinas como aconteceram milhares na história do Brasil. Nesse momento os quilombolas e indígenas da baixada maranhense, em especial região de Viana, desenvolvem uma luta árdua por suas terras sofrendo atentados, ameaças de morte, tiros disparados e decisões da justiça criminalizando as ações deles, nem por isso eles recuam um centímetro se quer de suas lutas! Imagine o assédio que os estudantes do Brasil inteiro sofrem da mídia, da família, da justiça, da polícia e de outros órgãos. São menores de idade a grande maioria, mas estão nos dando uma lição que devemos aprender: na nossa luta não existe facilidades, mas com força e organização não devemos  recuar um milímetro se quer na defesa de nossos direitos. Devemos aprender com esses estudantes. De outro modo, devemos aprender com a história de nossa gente e do nosso povo que foi escravizado por mais de 300 anos sofreram todas as formas de violência física e mental e nem por isso deixaram de fazer as maiores greves da história desse país: os quilombos e as fugas das fazendas escravistas… e olha que a perda que eles teriam ao serem pegos era inimaginável se comparados a ter o corte do ponto. Devemos aprender com a nossa gente e com a nossa luta.

É fácil? não, não é! A realidade está dura e difícil, mas é nesta realidade e contra esta realidade e este governo bandido e seu judiciário que vamos ter que confrontar… Indígenas, quilombolas, estudantes e muitas outras categorias de trabalhadores tem nos mostrado que a luta é difícil, mas necessária… dessa forma, amigos e amigas, vamos à luta e a GREVE GERAL!!!

Por Rosenverck Estrela

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

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