Meu patrão!

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meu patrão Meu patrão! patraoVez por outra ouço a expressão “meu patrão!” entre os trabalhadores. Assim como essa sociedade machista nos incute expressões depreciativas contra as mulheres, mesmo sem nos darmos conta. Nesse caso, o gênero servindo de ferramenta de divisão na classe trabalhadora.

Vez por outra essa expressão “meu patrão” é dirigida a mim, sei que meus camaradas de classe não entendem o peso pejorativo que essa expressão deveria ter entre nós trabalhadores. O sentido para muitos é expressar a “importância” que a outra pessoa tem ou o reconhecimento da sua figura enquanto defensor de interesses comuns. Isso até que poderia ser um elogio, mas para aqueles que têm o mínimo de consciência de classe não é.

Primeiro que o “patrão” representa uma das classes sociais antagônicas nessa sociedade capitalista. Ele representa a classe dominante (burguesia) que explora a classe dominada (trabalhadora). O modo de produção capitalista impõe na dinâmica do trabalho a principal forma de exploração do homem pelo homem. Do que transforma a natureza através de seu trabalho, o trabalhador e o patrão, que detém os meios (empresa, indústria, etc.) para que o trabalhador possa produzir, nesse processo o patrão sempre usurpará o trabalho que não é pago ao trabalhador (a mais-valia).

Logo, entendendo essa dinâmica, nunca que eu poderia reconhecer essa expressão como um elogio, por outro lado, representa o nível de alienação e ideologização da classe trabalhadora pela ideologia da classe dominante.

Quando o trabalhador não conhece as raízes das desigualdades sociais também reconhece seu inimigo nem seu aliado de classe. E, vê no patrão a única possibilita de se reconhecer enquanto trabalhador, lhe possibilitando o acesso aos meios de produção (de trabalho).

O patrão passar a ser visto como um sujeito que lhe coloca em condições de suprir suas necessidades materiais, através da remuneração (salário), mas não enxerga que essa relação só conseguir suprir as necessidades de sobrevivência e reprodução, e, em raras exceções de estudo e lazer. Mas, o que não sabem é que justamente nessa “dependência”, mais por parte do empregador do que do próprio trabalhador, é que o patrão se mantém como classe dominante, e detém um padrão de vida diferenciado que é sustentado justamente pelo roubo do trabalhador.

Os trabalhadores têm que ter clareza nas posições de classe existentes nessa sociedade, só a partir deste ponto ele pode dar o passo no objetivo de se tornar a classe no poder. Não existe “bom patrão” porque o modo de produção nunca é bom ao trabalhador que vive de sua venda de trabalho e sob uma relação de dominação.

Todos àqueles que me cumprimentam proferindo a frase “meu patrão” considero como um ironia, ou meramente uma ignorância de que não me vê como camarada de classe.

Sou apenas um trabalhador assalariado, casado com a companheira Irisnete Geleno, pai de quatro filhas(Ariany, Thamyres, Lailla e Rayara), morador da periferia (Boca da Mata-Imperatriz), militante partidário (PSTU) que assumiu algumas tarefas eleitorais como candidato (2006, 2008, 2010 e 2012) e que luta por uma sociedade COMUNISTA. Sempre fui e continuarei sendo a mesma pessoa de caráter que meus pais, minha escola, meus amigos ajudam a forjar. Um comunista escravo do modo de produção capitalista que não aceita a conciliação de classe defendida por muitos que se dizem de "esquerda", mas que na verdade são pequeno-burgueses que esperam sua chance no capitalismo.

Discussão1 comentário

  1. João Luiz Pereira Tavares

    Falando do que está em nível nacional, hoje, dia 17.03.2017: «A Carne Pobre» (vendida aos brasileiros). Eis:

    CORAÇÃO-VALENTE© é Engana-Trouxas.

    Se se compra CARNE PODRE (com aparência de boa) é devido a PUBLICIDADE.

    Tem gente naïve que nem percebe isso! SUPER-DIREITA burra e ingênua, cheia nos blogs em geral.

    o PeTê e entornos (satélites), sobretudo a charlatã DILMA ROUSSEFF precisam, necessitam, URGEM do uso de propaganda-publicidade, já que SÃO de QUALIDADES DUVIDOSAS, ruins. São bregas-barangos (precisam de publicidade para “parecerem” elegantes, bons, de qualidade):

    é EXATAMENTE igual ao novo anúncio da cerveja BRAHMA, em que imagem de uma deusa faz com que “a CERVEJA PAREÇA BOA”! Como se fosse cerveja belga (belga = grande qualidade). PT=engana-TROUXA. O mesmo pode se dizer do vigarista LULA.

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